25/06/09

...porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão
Porque os outros se calam mas tu não
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo
Porque os outros são hábeis mas tu não
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos
Porque os outros calculam mas tu não


Sophia de Mello Breyner Andresen

21/06/09

momento "mete nojo" cá do País dançante

o sol, o mar e o cheiro a férias dá a volta ao miolo às/aos melhores...

20/06/09

hoje é dia 20 de Junho de 2009



Hoje celebrou-se, uma vez mais (e eu ansiava que já não fosse necessário!) o mal entendido, odiado até, Orgulho Gay. Não me vou estender em elucubrações sobre o que é o orgulho, emoção social e cultural, nem tão pouco explicar seja o que fôr a quem nunca se interessou em perceber porque razão os homossexuais, lésbicas, bissexuais e transgéneros devem gritar que têm ORGULHO!
Eu tenho orgulho em muitas coisas e faço questão de o dizer, como digo abertamente aquelas de que não me orgulho. Também sei o significado de Humildade e Simplicidade.
Mas, o grau da discriminação de que sou alvo, enquanto mulher, portuguesa, "cientista" do ramo das ciências sociais e humanas, professora ou simplesmente por ser eu, não se conforma na força e impacto que os que têm uma orientação sexual(não hegemónica) diferente da minha sofrem.
Há maior exposição das minorias? Há e ainda bem! Mas, não justifica que se apredeje, insulte, humilhe, estigmatize, condene e/ou provoque danos psicológicos irreversíveis a pessoas só porque se pode(?), se quer, se acredita que a natureza é conforme as nossas crenças e valores.
A natureza é um imenso leque de coisas, entre elas é cruel, disforme, distintiva e bela.
As pessoas são da Natureza e como tal são e existem como naturais, sejam elas homossexuais, lésbicas,transsexuais, bissexuais, heterossexuais, portadoras de deficiência, quase perfeitas, gordas, baixas, altas, bonitas, feias, pretas, amarelas, brancas ou cor de rosa.
Urge que a(s) sociedade(s) em geral compreenda (m) que discriminação é muito mais do que pontos de vista que nos(vos) assistem!
Eu plantei as minhas sementes e já deram alguns frutos, bons, bonitos, apetitosos.
Mesmo com enormes e inesperadas intempéries há sementes que resistem e se transformam em frondosas árvores.

18/06/09

e viva a UE!




Mais um momento glorioso da força e comprometimento da UE.


Pergunto eu, assim como quem é lerdinha, quem somos nós, os cidadãos e cidadãs desta Europa cada vez mais homofóbica, xenófoba, racista?


Que fazemos nós?




ps: a pergunta não é meramente retórica. se alaguém souber fundamentar uma boa resposta eu agradeço!

15/06/09

Pub institucional


TERTÚLIA "DEFICÎÊNCIAS, CULTURA E EDUCAÇÃO: OPORTUNIDADES E DESAFIOS"


INSTITUTO SUPERIOR DA MAIA

19 de Junho de 2009

14h30m

Anfiteatro1


ENTRADA LIVRE
APAREÇAM!


Organização:Linhas de Investigação:“Género e Performatividades: Identidades culturalmente inscritas” (Coordenadora: Profª Doutora Sofia Neves)
“Percursos de Vida: Percepção de Aceitação-Rejeição Parental e a sua expressão ao longo do ciclo vital”(Coordenadora: Profª Doutora Márcia Machado)
UNIDEP/CINEICC

13/06/09

...já não sou quem era

Já não sou quem era
Meus sonhos não são iguais
Já não sou quem era
A hora é sincera
E eu sinto que me estou a agitar

Já não fico à espera
Já não fico à espera mais
Já não fico à espera
De ver acender
Essa luz que me quer ofuscar

Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem me deslumbrar
Já vejo as limitações
Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem enganar
Perdi as ilusões
Conheço as limitações

Já não sou quem era
Meus sonhos não são iguais
Já não sou quem era
A hora é sincera
E eu sinto que me estou a agitar

Já não fico à espera
Já não fico à espera mais
Já não fico à espera
De ver acender
Essa luz que me quer ofuscar

Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem me deslumbrar
Já vejo as limitações
Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem enganar
Perdi as ilusões
Conheço as limitações

Já não sou quem era
Meus sonhos não são iguais
Já não sou quem era
A hora é sincera
E eu sinto que me estou a agitar


António Variações

12/06/09

dos santos populares e afins

Anda pla vida à futrica
o estica larica o mangas portuga
Fecha-se em copos e copas
cafés e cachopas trabuca e madruga

galfarro afiambrado pachola arremelgado
de grimpa levantada e garrafal
amigo do amigo farelo e muito umbigo
vestiu-se e veio a pé pró arraial

viva o Santo António viva o São João
viva o dez de Junho e a restauração
viva até São Bento se nos arranjar
muitos feriados para festejar

gosta de armar ao efeito
Baboso e com jeito pra ser bagalhudo
Mas na mulher do carteiro
Já manca o dinheiro alfaces e é tudo

Se ele anda com nerveco grazina dum caneco
Lá vai o lascarino pró granel
E faz as partes gagas fosquinhas de aldiagas
Palrando até fazer grande arranzel

Chorou por causa da seca que a terra ficou viúva
Até correu seca e Meca fartou-se de pedir chuva
A chuva quis-lhe agradar banhou a terra as
culturas
A água deu-lhe pla barba a fome em farturas

Ás vezes já nem petisca
A doença na isca é má pró vistaço
Os vinhos e os jaquinzinhos
São só descaminhos vai dar ao esquinaço

És tu pião das nicas das bocas e das dicas
Que pegas nos calcantes e te vais
Adeus leão dos trouxas chupado das carochas
Que foste no embrulho uma vez mais


Anda pla vida à futrica
o estica larica o mangas portuga
Fecha-se em copos e copas
cafés e cachopas trabuca e madruga

galfarro afiambrado pachola arremelgado
de grimpa levantada e garrafal
amigo do amigo farelo e muito umbigo
vestiu-se e veio a pé pró arraial

viva o Santo António viva o São João
viva o dez de Junho e a restauração
viva até São Bento se nos arranjar
muitos feriados para festejar

gosta de armar ao efeito
Baboso e com jeito pra ser bagalhudo
Mas na mulher do carteiro
Já manca o dinheiro alfaces e é tudo

Se ele anda com nerveco grazina dum caneco
Lá vai o lascarino pró granel
E faz as partes gagas fosquinhas de aldiagas
Palrando até fazer grande arranzel

Chorou por causa da seca que a terra ficou viúva
Até correu seca e Meca fartou-se de pedir chuva
A chuva quis-lhe agradar banhou a terra as
culturas
A água deu-lhe pla barba a fome em farturas

Ás vezes já nem petisca
A doença na isca é má pró vistaço
Os vinhos e os jaquinzinhos
São só descaminhos vai dar ao esquinaço

És tu pião das nicas das bocas e das dicas
Que pegas nos calcantes e te vais
Adeus leão dos trouxas chupado das carochas
Que foste no embrulho uma vez mais


Carlos Paião

09/06/09

...hoje é outono na minha cidade


Li o que o Eduardo Pitta escreveu sobre os eleitos para o Parlamento Europeu.
E também li o que a Fernanda Câncio referencia no Jugular.
Ouvi hoje as notícias e um senhor da Universidade Nova que augura num futuro, talvez próximo(sic), uma crise na e da Europa.
E que farão estes eleitos no Parlamento Europeu?
São contra os ideiais europeus, subjacentes à razão da sua existência, certo?
Mas foram, democraticamente eleitos.
A democracia não é perfeita, acho que já todos/as o sabíamos!
Mas, até hoje é o regime menos imperfeito de entre tantos, ou já não é?
Não sou dada a temores, pessimismos precipitados ou imbuída dum espírito catastrofista, mas assusta-me o que se passa...ou será do outono serôdio que se abateu sobre a minha cidade?

07/06/09

Em dia de eleições convém relembrar

Hoje, 7 de Junho de 2009 muitos e muitas votam pela 1ª vez!
Ouvi, durante estes últimos dias desabafos e desagravos, incongruências e muita desinformação . Jovens que hoje deveriam sentr um prazer, uma excitação, uma emoção de votar comunicaram-me que nem iam "pôr lá os pés"! Porquê? perguntei eu a todos e todas que o afirmaram. Resposta invariável: "porque não vale a pena, porque não sei em quem votar, porque é uma coisa que não me diz nada!"
Tentei que compreendessem a importância do voto e do seu exercício, numa democracia.
Não sei se fui bem sucedida, mas fiz a minha parte, pois ainda recordo com algum tremor a alegria da 1ª vez que pude votar e da imensa alegria de votar em companhia da minha filha, quando foi a 1ª eleição em que ela pode votar.
Há ainda muito trabalho a fazer e vêm aí mais eleições!
E num mundo cada vez mais "globalizado" há Imensas pessoas impedidas de votar e nós, as mulheres, só conquistamos esse direito há pouco tempo.
Pensar a história pode ser um exercício de investimento no futuro.

passearam no meu país...

Raríssimas...sabe o que é?

A minha "mais Kika"

A minha "mais Kika"

Dizer Não!!!

om

Alguns minutos de Boa Música

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www.endviolenceagainstwomen.org.uk