25/05/07

"One word frees us of all the weight and pain of life: That word is love."

Sófocles

23/05/07

Voltar

Eu não voltaria se a não-volta fosse uma possibilidade eterna de voltar.Sempre.

19/05/07

...e lá se vai uma das ervilhas deste País inventado e não cumprido.

18/05/07

Do Amor e da Poesia








Um amor como este
não pede mar ou praia:
somente o vento leste
erguendo a tua saia.

O resto é o futuro
além, à nossa espreita:
doce fruto maduro
na hora da colheita.



in Daniel Filipe "a invenção do amor e outros poemas"

16/05/07

Dos Portugueses e Escritores- 1



Nos desenhos de Jorge Colombo

O que mais lento amadurece na iluminura

tem o nome do tempo. Os dedos, brancos, não
tocam essa ferida onde as aves, adormecidas,
aguardam na iluminação que o olhar se

engane e transforme. Poisaram agora sobre
o Verão que no rosto entardece tristemente
ainda que seja de alegria esse mapa. Há
nela o aroma dos barcos perdendo o nome,

as direcções de uma infinita geometria,
a caligrafia que subitamente liga as rosas
à paisagem, no rigor, no branco, na neblina.

Nela, iluminura, nenhum amor na espuma do
mar tocou os lábios, esgotando esse fio que
nas falésias, no centro da luz, se ilumina.


in Francisco José Viegas, "Metade da Vida"



13/05/07

Afirma com energia o disparate que quiseres, e acabarás por encontrar quem acredite em ti!

12/05/07

11/05/07


"Back of every creation, supporting it like an arch, is faith. Enthusiasm is nothing: It comes and goes. But if one believes, then miracles occur."

Henry Miller

09/05/07

Vergílio Ferreira e o Existencialismo



"O existencialismo ergue o seu protesto, afirmando que o Homem é pessoalmente, individualmente, um valor; que a sua liberdade (em todas as suas dimensões e não apenas em algumas) é uma riqueza, uma necessidade estrutural de que não deve perder-se entre a trituração do dia-a-dia; e finalmente que, fixando o homem nos seus estritos limites, só por distracção ou imbecilidade ou por crime se não vê ou não deixa ver que ao mesmo homem impende a tarefa ingente e grandiosa de se restabelecer em harmonia no mundo, para que em harmonia a sua vida lucidamente se realize desde o nascer ao morrer.
Possivelmente gostaríeis ou teríeis curiosidade de me ouvir falar de mim, já que vou sendo insensivelmente investido na qualidade de uma espécie de delegado nacional ou regional do Existencialismo. Mas eu jamais me disse "existencialista", embora muito deva à temática existencial e pelo Existencialismo tenha manifestado publicamente o maior interesse. É que aceitarmos um rótulo automaticamente obriga a aceitar-lhe todas as consequências, entre as quais a de nos responsabilizarmos por tudo quanto sob este rótulo se disser ou fizer.
Por mim, preferia definir o Existencialismo como a corrente de pensamento que, regressada ao existente humano, a ele privilegia e dele parte para todo o ulterior questionar. Ou então - e paralelamente ou implicitamente a essa definição - preferiria dizer, continuando Sartre, aliás, que o Existencialismo é uma corrente do pensamento que reabsorve no próprio "eu" de cada um toda e qualquer problemática e a revê através do seu raciocinar pessoal ou preferentemente da sua profunda vivência. Aí se implica portanto que nenhum questionar se estabelece em abstracto, de fora para dentro, mas antes se retoma a partir da nossa dimensão original, ou seja, verdadeiramente, de dentro para fora."


06/05/07

Há 20 anos atrás foi assim...


MÃE:

Natinha boa
Natinha saborosa
És a Mãe melhor do Mundo
És a Mãe mais amorosa.

Adoro-te.

Faith?

"All things are inconstant except the faith in the soul, which changes all things and fills their inconstancy with light."


James Joyce

Ser,Poeta


por vezes, excurso pela
minha fé, deus obedece-me
com dedicação, quando
alimento os parasitas
dos meus sonhos para
sabotar a realidade
acorro aos pássaros
desligados ao vento
não caio, entre os
pássaros bichos irregulares

valter hugo mãe

04/05/07

Charles Aznavour - Hier encore

Do melhor de Charles Aznavour.4

Charles Aznavour:

Do melhor de Charles Aznavour.3

Charles Aznavour - On ne sait jamais

Do melhor de Charles Aznavour .2

Charles Aznavour - She

Do melhor de Charles Aznavour

Frases que não me pertencem, mas que merecem ser lidas


Nietzschiano

Não me interpretem mal: eu também sou um nietzschiano. Aceito a divisão do mundo entre fortes e fracos. E aceito que os fortes dominem os fracos. Acontece que eu pertenço aos fracos. E, assim sendo, desculpem a minha falta de entusiasmo.

Pedro Mexia- Estado Civil

03/05/07

Da Natureza Humana.(?)...



"


Para minha vergonha tenho de admitir que durante
muito tempo julguei que o sofrimento dos animais me
tocava menos do que o do meu semelhante.
Pelos vistos era isso ilusão que a mim me dava, ou o
resultado de algum mecanismo de autodefesa do subconsciente
que, creio, vai fraquejando com o correr dos anos, pois hoje
em dia o presenciar da dor do mais humilde dos bichos
torna-se-me intolerável.
Aqui na aldeia, entre gente insensibilizada por hábitos seculares
de maus-tratos às bestas de carga e aos animais domésticos ou
selvagens, quando alguém desata aos pontapés a um cão ou às
varadas a um burro, o remédio é fechar os olhos, fazer-me surdo,
e algumas vezes deitar a fugir.
Meter-me de permeio não seria aceite.
Ninguém compreenderia a razão de semelhante atitude,
e resultaria infalivelmente em me tornar objecto de ridículo
e desdém, o que num meio pequeno tem consequências iguais
às da antiga pena do ostracismo.
Forçado, pois, a aceitar a minha cobardia, evito o mais que posso
as situações penosas e, usando de manhas, uma vez por outra
consigo desviar a atenção dos carrascos (há-os de ambos os sexos)
o tempo suficiente para que a vítima lhes escape ou eles, distraídos,
esqueçam o tormento.
Mas a vida, com as suas infindas surpresas, apraz-se a provar a
futilidade dos nossos esforços. E assim hoje, quando ao fim da
tarde parei à porta do senhor Arnaldo para dois dedos de conversa,
não vi mal em aceitar o convite que ele me fazia para, na sua sala,
me mostrar"uma coisa muito linda" que lá tinha.
Entramos, sentei-me num aparatoso sofá coberto de plástico,
a penumbra das persianas corridas mal deixando aperceber
oque me rodeava.
Hospitaleiro, o meu anfitrião foi ao armário, tirou de lá a garrafa
de vinho fino e dois cálices. Encheu-os, bebemos um gole, falámos
do calor, do reumatismo, do descaso que os médicos fazem dos
doentes,da sabedoria de há anos termos ambos deixado de fumar.
Bebemos outro gole. Falámos da pena que é os padeiros já não
cozerem pão centeio, tão saboroso e bom para a saúde, e a
tolice das pessoas que deixaram de plantar cebolas, couves,
tomates e batatas, e preferem ir comprá-las à mercearia.
‘Então, que coisa é que me queria mostrar?’ perguntei eu, ao ver
que a conversa se arrastava.‘Está na cozinha, já lha trago.’
Levantou-se, praguejando baixinho contra as dores nas costas,
e dali a nada voltou com uma caixa de madeira que teria no
máximo vinte centímetros de comprimento, outros tantos de
largura, e aí uns dez de alto. Um único lado era coberto de rede
fina.Naquela enxovia, amontoados uns sobre os outros,
a tremelicar,dando chilreios aflitos, os bicos desmesuradamente
abertos na angústia do medo, da falta de espaço, e talvez também
da sede e da fome, amontoavam-se cinco ou seis pequenos melros
que osen hor Arnaldo tirara dum ninho.Ele achava graça àquela
aflição dos pássaros, queria que eu olhasse.
Eu, agoniado, desviava os olhos.
Perguntei-lhe se não seria melhordeixá-los voar, e ele riu-se
da tolice.
‘Olhe que não voavam. E morriam logo.’Contou-me depois que tinha
a ideia de lhes fazer outra gaiola,pois aquela era pequena demais e
eles cresciam depressa.Mas por experiência que já tinha doutros
anos, às vezes acontecia que, como quase se não podiam mexer,
os melros ficavam tolhidos.
‘Sabe então o que lhes faço?’Eu não queria ouvi-lo, mas o
senhor Arnaldo continuava a fitar-me,esperando a minha atenção.
‘Chamo o gato e atiro-lhe um de cada vez. E como eles esvoaçam,
ainda é mais engraçado do que com os ratos. `Quer ver?’
Abanei a cabeça,e numa inspiração de desespero,
mas sem exagerar o gesto,levei as mãos ao peito.
O senhor Arnaldo quis saber se era do coração.
Respondi-lhe que sim,que de vez em quando sentia
umas arritmias.
Felizmente o médico tinha dito que não era grave.
‘Ah! Os médicos!’Levantei-me e caminhei para a porta
com lentidões de doente.
Os melros continuavam a chilrear apavorados.
Bondoso, o senhor Arnaldo tomou-me o braço, recomendou
cuidado com os degraus, sugeriu acompanhar-me até casa.
Agradeci, disse-lhe que não era preciso. E como se a ideia
me ocorresse de momento, perguntei-lhe que tamanho ia
ter a nova gaiola para os melros.
‘Os melros?’ o tom de surpresa e o franzir dos lábios a
mostrar que já os tinha esquecido.
‘Sabe, uma gaiola bem feita dá um trabalhão. E acho que não
vale a pena. Eles estão ali há duas ou três semanas,
com certeza não se aguentam em pé.
Amanhã ou depois atiro-os ao gato.’"


José Rentes de Carvalho
(in Tempo sem tempo - diário de Maio 1999 a Maio 2000 )




Então não é que já não preciso de trabalhar e não sabia?!!


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A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre.


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passearam no meu país...

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