23/10/08

...a ti, uma dedicatória póstuma










Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manuel Bandeira

1 comentário:

Oscar Luiz disse...

Quanta força para sufocar as lágrimas! O quanto isto é comum, o quanto desapercebido se passa e tão intenso que é!

passearam no meu país...

Raríssimas...sabe o que é?

A minha "mais Kika"

A minha "mais Kika"

Dizer Não!!!

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