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mas sei que continuarei vivo no epicentro das flores
no abdómen ensanguentado doutros-corpos-meus
na concha húmida de tua boca em cima dos números mágicos
anunciando o ciclo das águas e o estado do tempo
a memória dos dias resiste no olhar dum retrato
continuo só
e sinto o peso do sorriso que não me cabe no rosto
improviso um voo de alma sem rumo mas nada me consola
é imprevista a metereologia das paixões
pássaros minerais afastam-se suspensos
vislumbro um corpo de chuva cintilando na areia
até que tudo se perde na sobra da noite...além
junto à salgada pele de longínquos ventos
in Al Berto -"O Medo"
Bom dia Al Berto!
aconselho visita ao blog A origem das espécies de FJV
2 comentários:
É para te deixar um beijinho, antigo, do tempo dos cisnes na Cordoaria!
Pensar na morte é maldosa ilusão, porque nos faz esquecer de viver...
Abraço!
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